Não, não é nada fácil ser mãe em plena pandemia…

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Recentes pesquisas dão conta de que a saúde mental das mães vem sendo especialmente afetada no contexto do isolamento social. A preocupação com o bem-estar de todos em casa, as incertezas econômicas em um cenário de desaceleração e a sobrecarga de afazeres explicam, em grande parte, esta situação.

A própria Organização Mundial de Saúde avaliza o alerta, afirmando que as mulheres são o “alvo preferencial” de um sem-número de transtornos mentais ocasionados pelo distanciamento imposto pela pandemia.

Dentro do amplo universo de mulheres e mães, as gestantes e puérperas são afetadas de maneira particularmente intensa.  Fatos decorrentes das limitações causadas pela quarentena, tais como aguardar o nascimento do bebê longe dos familiares, podem abalar o emocional da gestante, sendo que as alterações hormonais da gravidez e do período pós-parto tendem a deixá-la ainda mais vulnerável a quadros como depressão e ansiedade. Junte a esta situação o natural temor de que as consultas de pré-natal, o procedimento do parto e a permanência no ambiente hospitalar possam se tornar “portas de entrada” do coronavírus tanto para a mãe quanto para o recém-nascido. Tudo isso acaba por deixar o equilíbrio mental da mulher em extrema vulnerabilidade.

A preocupação das jovens mães prossegue na amamentação, processo no qual o uso de máscara e a higienização das mãos são fundamentais. Os anticorpos presentes no leite materno, entretanto, colaboram bastante para a proteção do bebê neste momento delicado que atravessamos.

Outras situações, comuns às circunstâncias inusitadas decorrentes da pandemia, muitas vezes sobrecarregam as mulheres, que simultaneamente se incumbem do cuidado (agora redobrado) com os filhos, a administração eficiente do lar e trabalho em sistema home office. A situação ganha dramaticidade quando ocorre desemprego, que cresce em diversos setores econômicos.

E é nesta conciliação da vida profissional com os afazeres domésticos, a chamada dupla jornada, que parece estar o mais perigoso atalho para o abalo da saúde mental feminina. Dados do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostram que 91% das mulheres tomam exclusivamente para si as tarefas de casa, enquanto apenas 55% dos homens afirmam também colaborar de alguma forma. Uma estatística injusta, resultante de um comportamento social que, não é de hoje, faz a “balança” pender desfavoravelmente para as mulheres.

Sim, você pode melhorar isso!

– Técnicas de relaxamento, como a meditação e o mindfulness, ajudam bastante no controle do stress e no equilíbrio mental e emocional.

– Mantenha uma alimentação saudável e balanceada.

– Exercícios físicos colaboram na produção de endorfinas e, consequentemente, no bem-estar. Escolha uma modalidade esportiva ou um jeito de se exercitar que você goste mais.

– Independentemente do distanciamento físico, mantenha de alguma forma os vínculos com os amigos e parentes.

– Dê-se o direito de estar cansada, e faça com que todos em casa respeitem e colaborem para minimizar sua estafa física.

– Fortaleça os vínculos com o cônjuge e os filhos. Na medida em que todos dividem suas expectativas, ansiedades e aflições, tudo se torna mais fácil!

– Ainda que o seu espaço físico esteja limitado à casa, lazer é indispensável. Abuse da leitura, dos jogos, da música, dos hobbies que você tenha ou queira iniciar.

– Pare, respire, pergunte-se: como estou agora? Perceba onde “lhe aperta o sapato”, use o isolamento como oportunidade de autoconhecimento.

– Aprenda a dizer não. Parece incrível, mas para muitas mulheres esta é uma habilidade muito complicada de se exercer.

– Filtre a informação que chega até você. O excesso de notícias nem sempre animadoras, associado às fake news, não fazem bem a ninguém.

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Fonte para elaboração do conteúdo: https://www.medicina.ufmg.br/pandemia-compromete-saude-mental-das-maes/

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