Crianças e jovens dão aula de resiliência no isolamento.

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É mais do que evidente a “bagunçada de coreto” provocada pela pandemia na rotina de todos. De uma hora para outra, tivemos que encarar enormes mudanças – desde espaços físicos, horários, métodos de trabalho e interações sociais até alterações significativas de natureza psíquica e comportamental.

Entretanto, tem se mostrado notável a capacidade de adaptação das crianças e dos adolescentes a este novo e desafiador contexto. A ruptura abrupta no corre-corre das atividades externas, no tempo perdido no trânsito com os deslocamentos de um local a outro, no estresse dos múltiplos compromissos acabou dando lugar a uma maior interiorização e recolhimento. Na desacelerada compulsória a que se submeteram, os jovens se abriram mais ao cultivo dos vínculos familiares. E olhe que esta menor exposição a estímulos externos vem beneficiando até mesmo os hiperativos. Já os de temperamento mais tímido e introspectivo encontram, compreensivelmente, menos dificuldades de adaptação.

Talvez tenhamos nos dado conta – crianças e jovens incluídos – de que vivíamos oprimidos por cobranças excessivas, a nos exigir o melhor aproveitamento de cada minuto em prol de um suposto crescimento, de um maior acúmulo de consquistas, de máxima performance em quaisquer circunstâncias…

Nos consultórios de pediatras, psicoterapeutas e psiquiatras, sobram relatos de melhor qualidade e quantidade de horas de sono, menores auto-cobranças nos ritos de iniciação sexual e também menos expectativas dos grupos sociais em que se inserem estes jovens e crianças.

Paralelamente, acima de questões individuais, tem se observado com frequência uma maior preocupação deles com causas mais sérias e abrangentes, como a conscientização da responsabilidade de cada um com o futuro da coletividade e do planeta.

Quanto aos jovens na faixa dos 15 aos 18, a forçada renúncia a festas, shows e viagens com a galera, por exemplo, tende a trazer maior grau de frustração – embora exista um outro lado benéfico, de menor exposição deste público ao álcool e às drogas. Para os jovens terceiranistas do Ensino Médio, o preparo para o ENEM, os processos seletivos, a definição da carreira e a perda do último ano escolar são realidades particularmente impactantes, com as quais será preciso lidar da forma mais positiva possível.

É hora de resiliência, de adaptação e superação diante de um momento tão atípico. E, neste sentido, as crianças e os jovens vêm, surpreendentemente, dando uma aula a todo mundo.

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Fonte para elaboração do conteúdo: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/05/no-confinamento-jovens-demonstram-adaptacao-e-reacao-surpreendente.shtml

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