Conscientização do autoexame – Mulher

Todo mês de outubro, uma onda rosa invade o Brasil em prol da conscientização do autoexame de mama para a mulher. A campanha não é a toa: de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), tumores nas mamas são a doença mais comum entre pessoas do sexo feminino e correspondem a cerca de 29% dos novos casos de câncer que surgem a cada ano no país.

As mortes causadas por esse terrível mal são uma realidade que não pode ser ignorada. Os dados divulgados pelo INCA são preocupantes: mais de 16% dos casos terminam em óbito. Felizmente, há uma luz no fim do túnel: quando mais cedo for descoberto, maiores são as chances de cura. Continue a leitura e entenda um pouco mais sobre o assunto!

Por que o autoexame é importante?

A conscientização do autoexame de mama é um ato de amor, capaz de salvar vidas. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, maiores serão as chances de sobrevivência. Esse número é realmente relevante, chegando a quase 90%.

De acordo com o Hospital do Câncer de Barretos, referência nacional no tratamento da doença, a taxa de mortalidade por câncer de mama entre mulheres caiu mais de 42% nos últimos 14 anos:

Entre 2000 e 2014, os anos em que aconteceu a pesquisa, os números de diagnósticos precoces e tardios aumentaram. Segundo o diretor executivo do Departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital, José Humberto Fregnani, quanto mais cedo o tumor for identificado, maiores serão as chances de cura.

Isso significa que conhecer o próprio corpo e manter uma rotina de autocuidados pode salvar vidas desde cedo.

Como evitar o câncer de mama?

Na realidade, não existe uma forma para que o câncer seja evitado. Por isso, é preciso investir na prevenção.

Além de ter uma vida saudável, evitando alimentos industrializados e investindo em exercícios físicos, no caso do câncer de mama fazer o autoexame é fundamental. E ele deve começar ainda na juventude, logo quando a mulher menstrua pela primeira vez.

Exames clínicos preventivos também são fundamentais, especialmente para aquelas que têm casos na família. Como a doença tem uma propensão maior a ser desenvolvida por questões genéticas, meninas cuja mães e avós sofreram desse mal devem prestar ainda mais atenção ao próprio corpo.

De que forma o autoexame é realizado?

O autoexame pode ser iniciado logo após a menarca. No entanto, por volta dos 20 anos também é uma idade satisfatória para começar o autocuidado, dentro da própria casa.

O recomendado é que seja feito uma vez ao mês, após a menstruação. Evite realizar o toque antes e durante a menstruação, pois a tendência é que os seios estejam inchados nesse período e isso pode atrapalhar.

A palpação deve ser iniciada por meio de movimentos circulares, de dentro para fora das mamas, partindo do mamilo. Podem ser usados todos os dedos ou somente alguns. Depois, é preciso sentir a mama novamente, de dentro para fora, no sentido horário. E não se esqueça de incluir a região das axilas no toque!

Sentindo qualquer anomalia, caroço ou outra deformidade, procure imediatamente um ginecologista.

A conscientização do autoexame salva vidas. Por isso, são tantas as pessoas engajadas em prol dessa causa. Cuide da sua saúde, inclua a palpação na sua rotina desde a juventude e esteja prevenida!

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