Conheça quais são os perigos do álcool na adolescência

A adolescência é uma fase do desenvolvimento em que o corpo enfrenta mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais. Diversas emoções são vivenciadas, com novas experiências de alegria, decepções e medos, levando muitos jovens a quererem fazer uso do álcool na adolescência.

Mas o impulso em conhecer e experimentar novas sensações pode ser um passo sem volta dentro do ciclo da evolução da dependência alcoólica. Entenda agora por que o uso do álcool por adolescentes é perigoso.

Álcool na adolescência

As bebidas alcoólicas e seu consumo estão largamente difundidos na sociedade. Elas são incentivadas por propagandas comerciais e programas televisivos, mas também seu consumo é absorvido pelos jovens durante a observação do uso feito pelos pais.

Assim, a relação dessas substâncias com a diversão, o relaxamento e a desinibição são fatores que aguçam a vontade dos jovens em experimentá-las.

Apesar de ser proibida para menores de 18 anos, segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 40% dos jovens brasileiros fizeram o primeiro uso do álcool entre 12 e 13 anos, dentro de casa.

Isso demonstra que, muitas vezes, esse consumo é iniciado pelos pais ou outros familiares, com a permissão do uso em níveis muito baixos, para provar o sabor. A pesquisa ainda afirma que a predisposição juvenil para o consumo é fortalecida pelo marketing brasileiro, que faz a associação do álcool ao sucesso, à beleza, ao poder e ao prazer.

Por que não consumir

Além do senso comum, que mostra ser bem aceito o fato de que “todos bebem”, há fatores genéticos e outros emocionais que influenciam o consumo de bebidas alcoólicas. A pressão dos amigos que já bebem, a falta de controle da lei, a baixa autoestima, o desafio às estruturas e ordens familiares, o baixo custo das bebidas e o sentimento de onipotência presente no período da juventude também contribui com o uso de álcool.

Os efeitos podem não ser percebidos logo no início, porque a dependência do álcool leva alguns anos para se estabelecer. Entretanto, a exposição precoce aumenta a probabilidade da dependência se desenvolver, principalmente para jovens cuja família já possui histórico de alcoolismo.

Além disso, a curto prazo, o uso do álcool influencia em relações sexuais desprotegidas, sob risco de gravidez indesejada e precoce, e também a contração de doenças sexualmente transmissíveis. No relativo à segurança, o álcool também está associado ao aumento do potencial agressivo e, consequentemente, aumenta o risco de envolvimento em brigas e outras situações violentas.

Acidentes automobilísticos também estão associados ao consumo de bebidas alcoólicas por jovens e adolescentes, sendo a principal causa de morte na faixa etária de 16 a 20 anos, mais do que o dobro para os maiores de 21 anos, segundo a SBP.

O que diz a lei

A legislação brasileira determina que vender ou oferecer bebida alcoólica a menores de 18 anos é crime, podendo levar à detenção por dois a quatro anos do vendedor, interdição do local de venda ou uma multa de R$ 10 mil. A Lei 13.106/2015 está presente no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Além dela, há ainda a Lei 9.294/1996, que estipula uma restrição do horário de veiculação de propagandas nas redes radiodifusoras, determinando que propagandas de incentivo ao consumo de álcool sejam exibidas no horário das 21h às 6h, desde que não estejam vinculadas à ideia de melhor desempenho em qualquer atividade.

Como evitar o uso

Além da conscientização da sociedade em relação à fiscalização da proibição do consumo e de sua venda a menores de 18 anos, é importante que os familiares se conscientizem.

Os pais devem evitar a exposição de seus filhos ao uso de bebidas em festas familiares ou outras situações sociais, e não incentivar o consumo ou mesmo a experimentação das bebidas. Além disso, é necessário conversas abertas com orientações sobre os riscos do álcool na adolescência.

Como vimos, o uso de álcool prematuramente pode trazer vários prejuízos aos adolescentes e impactar a vida de todos os envolvidos. É importante investir na conscientização e ter muita cautela: saúde é coisa séria!

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