COGUMELOS A SERVIÇO DA CONSTRUÇÃO, SEM DESTRUIÇÃO.

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Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, não por acaso são também os maiores emissores de CO2 na atmosfera. Até aí, nenhuma novidade. O que causa espanto é um fato surpreendentemente preocupante: a participação da indústria do cimento neste contexto. Fosse ela, isoladamente, um país, seria o terceiro maior emissor mundial de carbono!

Além do cimento, o aço, o vidro, o plástico e uma série de outros materiais de construção demandam quantidades imensas de energia e de recursos naturais não-renováveis em sua produção. Água, areia e petróleo são alguns deles. Nada menos de 11% do total de emissão de carbono no planeta são provenientes da indústria da construção, e a busca e a aplicação em curto prazo de soluções energeticamente eficientes e rapidamente renováveis são cruciais. Construir sem destruir é o grande desafio que o futuro impõe. 

Oliver Morton, editor de energia e meio ambiente da publicação britânica The Economist, afirma que há uma série de empresas desenvolvendo “cimentos alternativos” para utilização em concreto, a partir de meios de produção menos agressivos à natureza. Algumas das opções mais promissoras passam, por exemplo, pela madeira, pelo bambu, pelos resíduos de materiais plásticos e por determinados tipos de metais.

Tijolos produzidos com micélios de cogumelos

Os micélios são filamentos brancos, bem finos, que se desenvolvem em todas as direções abaixo da superfície dos cogumelos, em uma trama que cresce rapidamente. Em condições propícias o micélio se comporta como uma cola, cimentando o substrato e transformando o conjunto em um bloco sólido. 

Extremamente abundante na natureza, o micélio não suporta bem as cargas ou compressões muito intensas, mas comporta-se otimamente se utilizado como isolamento – com boas características termoacústicas e vantagens funcionais, inclusive resistência ao fogo. Além de tudo, é 100% biodegradável e produzido a partir de resíduos cujo descarte provavelmente não seria ecologicamente correto. 

Oliver Morton acredita que, a exemplo das pesquisas em andamento com o micélio de cogumelo, é fundamental uma convergência de esforços no sentido de privilegiar green buildings (edifícios verdes), especialmente nos países mais desenvolvidos, por serem os maiores geradores de problemas ambientais. 

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Fontes para elaboração do conteúdo: https://impact.economist.com/sustainability/green-buildings-can-mushrooms-help

https://www.archdaily.com.br/br/948979/edificios-de-cogumelos-as-possibilidades-do-uso-do-micelio-na-arquitetura#:~:text=Abaixo%20da%20superf%C3%ADcie%2C%20os%20cogumelos,complexa%20que%20cresce%20muito%20rapidamente.

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